domingo, 27 de janeiro de 2019

É a quinta vez que tento ressuscitar minha mãe problemática e deixo alguém ferido, péssimo dia pra ser eu...

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Esquartejamento

As vezes, quase nunca, há uma oportunidade. Uma nova chance de fazer as coisas totalmente diferentes. O futuro, me parece uma espécie de redenção. Só que meus fantasmas, muitas vezes, querem vê-lo como uma ameaça. Apesar de toda dor, ainda consigo sorrir. E isso, me é assustador. E me faz perceber que as limitações que criamos, sobre nos mesmos, são apenas ilusões. É medo latente de descobrir sua própria luz. Sua própria grandeza. A depressão foi um momento, um pico, onde me arruinei em falsos amores. Me vendendo por migalhas de amor e atenção. No sentido de que, não fui tratada, e nem minimamente encontrei a estabilidade necessária para uma relação na pessoa "amada". Na verdade, sinto que nunca amei. Num grito íntimo, como aqui é nosso momento leitor,  lhe digo que o que amei foram minhas próprias sequelas, e desilusões. Eu transei com minha própria dor, fudi com minhas sequelas. E a fixação que sobrou, foi apenas a automutilação. O desejo de me punir, e a punição é o fator e a ferramenta não tem padrão. Pode ser, uma faca, um tiro uma palavra ou até mesmo um silêncio. E, imagina, se a punição for amar sua própria carnificina. Seu próprio monstro. Seu próprio psicopata. Na ilusão de autor, mas apenas sendo vítima de um amor letal. Achando graça, na intensidade que te mata gradativamente. Se atraindo por mulheres problemáticas, homens problemáticos, que dividem contigo a cela e seus fantasmas. Morremos juntos, na covardia de não suportar a solidão. A solidão de si mesmo. Contra si mesmo. Amamos o outro, porque odiamos a nós mesmos. Então, percebemos o quanto nosso amor é frágil e egoísta. Pois, se não amamos a nós mesmos, o amor ao próximo inexiste. É apenas a sombra do nosso delírio. E a atração por seres problemáticos, reside na projeção infantil. As vezes, uma mãe problemática. A morte não superada dela, pode trazer a tona, a busca incansável dela nos seus parceiros sexuais. A busca interrupta por essa dor, e a nao superação e parada nessa fase infantil, pode fazer com que o indivíduo queira saciar esse amor materno problemático em seus amores. Então a fixação materna, pode trazer um círculo vicioso de problemas. Tendências ao alcoolismo, drogas, e mais problemas. Achando mulheres centradas ou homens centrados, sem graça. Não interessantes. Buscando sempre eternos adolescentes problemáticos, e que descontam sua frustração em mais problemas. Essa fixação pode tornar sua vida um círculo vicioso, e amores como o mesmo padrão. Semelhantes entre si. Então o amor se torna apenas uma nova automutilacao, e fixação de fantasmas ainda não destruídos.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Quanto você pagaria na sua própria venda?


Sei que é difícil ser louco, e em toda partida, você dá seu preço. Nem todo mundo tem um preço alto, e no fundo a gente é sempre mercadoria. E como você se vende, diz que tipo idiota você é, um imbecil esperto parece ser um melhor provedor. Que tipo de idiota você quer ser? Isso diz muito sobre vc. De que forma você irá se vender. Os cabarés estão lotados de putas que vendem seu próprio produto. A venda é licita, o estupro é licito. E de que forma também licita, você vende suas ideias, sua personalidade. O quanto você se vende, e o porquê se vende. O capitalismo, explorou nossos corpos e na maioria das vezes, o principal é nossa mente. No fundo, é o capital que move cada suspiro. A ilusão é achar que está no controle. Ou a ilusão maior é achar que está fora dele?. Quem toma as rédeas, quem é o ator principal da sua própria história?
Quem manda na porra da sua vida? Se for pra se vender, se venda revolucionando, gritando! Berrando suas loucuras aos quatro ventos. Morra cem vezes no seu próprio renascimento. 

SEU GOZO IMPORTA

Meu humor ácido, minha pele quente, e essa confusão entre cafetão e cafetina. E esse trânsito entre Deus e diabo. Tô vendo que meus delírios são bem verdadeiros. A feminilidade é só mais um delírio social, o feminino é a repressão da imbecilidade do homem hétero. Não é atoa que a feminilidade é o simbolo da fragilidade humana, ser mulher é ser essencialmente FRACO. 
                                 
                             NÃO, EU NÃO QUERO QUE NENHUMA MULHER ACREDITE NISSO
                             MAS É PRECISO SABER O QUE REPRESENTAMOS 
                             SOMOS OBJETOS SEXUAIS 
                             A TODO MOMENTO EM POTENCIAL
                             UM ESTUPRO MENTAL
                             COLONIZAÇÃO DEBOCHADA

Quero morrer sendo mulher, não vou fugir da raia. Porque a situação é objetiva: as mulheres ainda são cativas, em algum nível aos homens. Não vou abandonar meu sexo biológico, o meu povo, a minha gente. Nessa sociedade, com necessidade de rótulos, psicografando minha loucura, minha persona se encaixa na masculinidade. Tudo depende do referencial, pra essa aldeia eu posso ser dita um homem. Mas se você pensa em um Deus complexo, uma sociedade complexa, o feminino e nem o masculino me abarcam. Caralho, eu exalo. Transbordo, o feminino e nem o masculino dá conta. ESMURRO AS PAREDES DESSA BAGAÇA! 
Rótulos, existem para estabelecer a dominação de uma classe sobre a outra. Os homens enganaram as mulheres, projetando suas próprias fragilidades em nós, nas mulheres. Carregamos, além do pecado original, as fragilidades e deficiências que são dos próprios homens. Fomos escravizadas, nossa autoestima destruída ao longo do processo histórico, nossa autoestima de força, de guerra. E nos deixaram apenas as futilidades, e a vida tediosa. Os homens vão pra guerra, as mulheres lavam os pratos. É assim que o tesão da própria vida se resumiu. Ou seja, ao longo da história, nos tornamos um objeto da própria casa. Uma coisa. Despersonalizada. Patética. Esse é o retrato, da mulher na idade média, e ainda de muitas de nós atualmente. 
Fomos doutrinadas, a pedir DESCULPA e sentir CULPA. Nossa sexualidade foi reprimida, os nossos orgasmos foram ignorados, e o pior quando nem acontecem. Não falamos sobre sexo, sem dá uma risada pra amenizar nosso desconforto. Ou seja, não falamos com seriedade, com vergonha porque no fundo achamos que não precisamos GOZAR. Ser feliz não é uma obrigação. Pois nossa obrigação é SATISFAZER o macho. Afinal não somos ninguém. A estimulação da sexualidade feminina, foi nocauteada, enquanto a do homem idealizada e profundamente VIVIDA. Desde a tenra idade, os meninos tocam seus membros, e uma vez que masturbe o próprio pênis o patriarca lhe dá um reforço positivo, tal como: "GARANHÃO" "ESSE É MEU FILHO, CARALHO''. Isso não é errado, ao contrário é super indicado para constituir um homem forte. O contraindicado, é não fazer o mesmo com suas filhas. Quando, elas se masturbarem, pois isso acontece também na infância, tenham a decência de reforçar tanto quanto fazem com os homens. Digam: "ESSA É A MINHA FILHA, TÁ VENDO". Tenham DECÊNCIA. Direitos iguais, incentivos iguais, prazeres necessários
É um incomodo, dificilmente observar as mulheres vivendo sua sexualidade com vigor. Não, não é na figura estereotipada e nos cabarés que sou veemente contra que penso em enxergar essa mulher resolvida. É na mãe de família que sabe que merece sentir prazer, é na mulher de periferia, é na mulher que o alcance a informação é menor. É desde a periferia a mulher estudada a consciência de que o prazer vem em primeiro lugar, antes mesmo da reprodução. POIS SUA SAÚDE IMPORTA!
                                            MULHER, SEU PRAZER IMPORTA!