terça-feira, 22 de janeiro de 2019
Esquartejamento
As vezes, quase nunca, há uma oportunidade. Uma nova chance de fazer as coisas totalmente diferentes. O futuro, me parece uma espécie de redenção. Só que meus fantasmas, muitas vezes, querem vê-lo como uma ameaça. Apesar de toda dor, ainda consigo sorrir. E isso, me é assustador. E me faz perceber que as limitações que criamos, sobre nos mesmos, são apenas ilusões. É medo latente de descobrir sua própria luz. Sua própria grandeza. A depressão foi um momento, um pico, onde me arruinei em falsos amores. Me vendendo por migalhas de amor e atenção. No sentido de que, não fui tratada, e nem minimamente encontrei a estabilidade necessária para uma relação na pessoa "amada". Na verdade, sinto que nunca amei. Num grito íntimo, como aqui é nosso momento leitor, lhe digo que o que amei foram minhas próprias sequelas, e desilusões. Eu transei com minha própria dor, fudi com minhas sequelas. E a fixação que sobrou, foi apenas a automutilação. O desejo de me punir, e a punição é o fator e a ferramenta não tem padrão. Pode ser, uma faca, um tiro uma palavra ou até mesmo um silêncio. E, imagina, se a punição for amar sua própria carnificina. Seu próprio monstro. Seu próprio psicopata. Na ilusão de autor, mas apenas sendo vítima de um amor letal. Achando graça, na intensidade que te mata gradativamente. Se atraindo por mulheres problemáticas, homens problemáticos, que dividem contigo a cela e seus fantasmas. Morremos juntos, na covardia de não suportar a solidão. A solidão de si mesmo. Contra si mesmo. Amamos o outro, porque odiamos a nós mesmos. Então, percebemos o quanto nosso amor é frágil e egoísta. Pois, se não amamos a nós mesmos, o amor ao próximo inexiste. É apenas a sombra do nosso delírio. E a atração por seres problemáticos, reside na projeção infantil. As vezes, uma mãe problemática. A morte não superada dela, pode trazer a tona, a busca incansável dela nos seus parceiros sexuais. A busca interrupta por essa dor, e a nao superação e parada nessa fase infantil, pode fazer com que o indivíduo queira saciar esse amor materno problemático em seus amores. Então a fixação materna, pode trazer um círculo vicioso de problemas. Tendências ao alcoolismo, drogas, e mais problemas. Achando mulheres centradas ou homens centrados, sem graça. Não interessantes. Buscando sempre eternos adolescentes problemáticos, e que descontam sua frustração em mais problemas. Essa fixação pode tornar sua vida um círculo vicioso, e amores como o mesmo padrão. Semelhantes entre si. Então o amor se torna apenas uma nova automutilacao, e fixação de fantasmas ainda não destruídos.
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