quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

SEU GOZO IMPORTA

Meu humor ácido, minha pele quente, e essa confusão entre cafetão e cafetina. E esse trânsito entre Deus e diabo. Tô vendo que meus delírios são bem verdadeiros. A feminilidade é só mais um delírio social, o feminino é a repressão da imbecilidade do homem hétero. Não é atoa que a feminilidade é o simbolo da fragilidade humana, ser mulher é ser essencialmente FRACO. 
                                 
                             NÃO, EU NÃO QUERO QUE NENHUMA MULHER ACREDITE NISSO
                             MAS É PRECISO SABER O QUE REPRESENTAMOS 
                             SOMOS OBJETOS SEXUAIS 
                             A TODO MOMENTO EM POTENCIAL
                             UM ESTUPRO MENTAL
                             COLONIZAÇÃO DEBOCHADA

Quero morrer sendo mulher, não vou fugir da raia. Porque a situação é objetiva: as mulheres ainda são cativas, em algum nível aos homens. Não vou abandonar meu sexo biológico, o meu povo, a minha gente. Nessa sociedade, com necessidade de rótulos, psicografando minha loucura, minha persona se encaixa na masculinidade. Tudo depende do referencial, pra essa aldeia eu posso ser dita um homem. Mas se você pensa em um Deus complexo, uma sociedade complexa, o feminino e nem o masculino me abarcam. Caralho, eu exalo. Transbordo, o feminino e nem o masculino dá conta. ESMURRO AS PAREDES DESSA BAGAÇA! 
Rótulos, existem para estabelecer a dominação de uma classe sobre a outra. Os homens enganaram as mulheres, projetando suas próprias fragilidades em nós, nas mulheres. Carregamos, além do pecado original, as fragilidades e deficiências que são dos próprios homens. Fomos escravizadas, nossa autoestima destruída ao longo do processo histórico, nossa autoestima de força, de guerra. E nos deixaram apenas as futilidades, e a vida tediosa. Os homens vão pra guerra, as mulheres lavam os pratos. É assim que o tesão da própria vida se resumiu. Ou seja, ao longo da história, nos tornamos um objeto da própria casa. Uma coisa. Despersonalizada. Patética. Esse é o retrato, da mulher na idade média, e ainda de muitas de nós atualmente. 
Fomos doutrinadas, a pedir DESCULPA e sentir CULPA. Nossa sexualidade foi reprimida, os nossos orgasmos foram ignorados, e o pior quando nem acontecem. Não falamos sobre sexo, sem dá uma risada pra amenizar nosso desconforto. Ou seja, não falamos com seriedade, com vergonha porque no fundo achamos que não precisamos GOZAR. Ser feliz não é uma obrigação. Pois nossa obrigação é SATISFAZER o macho. Afinal não somos ninguém. A estimulação da sexualidade feminina, foi nocauteada, enquanto a do homem idealizada e profundamente VIVIDA. Desde a tenra idade, os meninos tocam seus membros, e uma vez que masturbe o próprio pênis o patriarca lhe dá um reforço positivo, tal como: "GARANHÃO" "ESSE É MEU FILHO, CARALHO''. Isso não é errado, ao contrário é super indicado para constituir um homem forte. O contraindicado, é não fazer o mesmo com suas filhas. Quando, elas se masturbarem, pois isso acontece também na infância, tenham a decência de reforçar tanto quanto fazem com os homens. Digam: "ESSA É A MINHA FILHA, TÁ VENDO". Tenham DECÊNCIA. Direitos iguais, incentivos iguais, prazeres necessários
É um incomodo, dificilmente observar as mulheres vivendo sua sexualidade com vigor. Não, não é na figura estereotipada e nos cabarés que sou veemente contra que penso em enxergar essa mulher resolvida. É na mãe de família que sabe que merece sentir prazer, é na mulher de periferia, é na mulher que o alcance a informação é menor. É desde a periferia a mulher estudada a consciência de que o prazer vem em primeiro lugar, antes mesmo da reprodução. POIS SUA SAÚDE IMPORTA!
                                            MULHER, SEU PRAZER IMPORTA!

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